domingo, 21 de setembro de 2008

Opções

Opções

 
 

O mercado de opções foi criado com o objetivo básico de oferecer um mecanismo de proteção ao mercado de ações contra possíveis perdas. Uma vez que os preços e retornos dos instrumentos financeiros estão sujeitos a flutuações imprevisíveis, as opções podem ser usadas para adaptar o risco às expectativas e metas do investidor. Os participantes do mercado que usam opções para limitar os riscos de oscilação de preços (operações de "hedge") são conhecidos como "hedgers". Entretanto, o mercado também precisa de participantes que estejam dispostos a assumir o risco: estes são chamados "especuladores".

Uma opção de um ativo adjacente será ou o direito de comprar o ativo (opção de compra) ou o direito de vender o ativo (opção de venda) a um determinado preço e dentro de um determinado período de tempo no futuro.

 
 

O fator principal aqui é que o proprietário (comprador) da opção tem um direito, e não uma obrigação. Se o proprietário de uma opção não exerce este direito antes do fim do período de tempo pré-determinado, a opção e a oportunidade (direito) de exercê-la deixam de existir.

 
 

O vendedor de uma opção, entretanto, é obrigado a preencher os requerimentos da opção se a opção for exercida. No caso de uma opção de compra de uma ação (Call), o vendedor vendeu o direito de comprar aquela ação. O vendedor da opção de compra é portanto obrigado a vender a ação ao proprietário da opção de compra (comprador) se a opção for exercida, e pelo preço pré-determinado.

 
 

No caso de uma opção de venda de uma ação (Put), o vendedor vendeu o direito de vender aquela ação. O vendedor da opção de venda da ação é portanto obrigado a comprar a ação do proprietário da opção de venda (comprador) se a opção for exercida, e pelo preço pré-determinado.

 
 

Características das operações com opções:

  • Volatilidade: A oscilação de preço é uma das principais características das opções. Os papéis chegam a variar mais de 50% em apenas um dia devido ao baixo valor.
  • Liquidez: O mercado de opções é sempre constituído por opções de ações de alta liquidez no mercado, no entanto, nem todas as opções da mesma série ou papel têm uma alta liquidez.
  • Dia de exercício: Data limite para os titulares exercerem seu direto. Este dia ocorre nas terceiras segundas-feiras dos meses pares.

 As opções permitem que o investidor "alavanque" sua posição, aumentando o retorno potencial sobre um investimento sem aumentar o montante do capital investido, pois o capital investido inicialmente para comprar uma opção é relativamente pequeno em comparação com o ganho.

 
 

Contudo, quando dois investidores se comprometem em uma operação a ser realizada no futuro, os riscos são evidentes. Um dos investidores pode tentar cancelar a operação ou simplesmente pode não ser capaz de honrá-la financeiramente. Por esse motivo, todo capital aplicado em opções pode ser perdido, e o investidor (comprador) deve estar ciente desse risco. Por sua vez, o lançador de uma opção deve ter capacidade financeira para cobrir eventuais prejuízos potencialmente vultosos, bem como dispor de garantias suficientes para atender às exigências de margem.

 
 

 
 

Tipos de Exercício:

Americano: (as utilizadas atualmente no Brasil) - Uma opção do tipo americana possui um direito (mas não uma obrigação), que pode ser exercido a um determinado preço a qualquer momento até a data de exercício.

Europeu: O titular só pode exercer o direito na data de vencimento.

 
 

Quem atua:

 
 

Lançador: É o investidor que vende a opção e assume os compromissos de comprar ou vender determinada quantidade da ação a um preço fixado ou até o vencimento da opção ou em data determinada, mediante o recebimento de um prêmio. O lançador de venda assume a obrigação de vender as ações-objeto a que se refere a opção, após o recebimento de uma notificação de que a posição foi exercida. O titular pode, a qualquer tempo, negociar seu direito de venda em mercado, por meio de uma operação de natureza oposta.

 
 

Titular: É o investidor que compra a opção e adquire os direitos tanto de comprar como de vender ações referentes a esta opção. O titular pode, a qualquer tempo, negociar seu direito de compra em mercado, por meio de uma operação de natureza oposta.

 
 

Lançador X Titular: O lançador de uma opção tem uma posição bem mais arriscada. O prejuízo potencial referente a uma posição vendida em opção de compra ou posição vendida em opção de venda é ilimitado quando o preço do ativo-objeto se movimenta em direção contrária às expectativas, aumentando para uma opção de compra ou diminuindo para uma opção de venda.

 
 

No caso do titular de uma opção o prejuízo máximo é limitado. A situação pode mudar quando a posição é combinada, processo conhecido como lançamento de opção "coberta". Nesse caso, a posição vendida em uma opção de compra com uma posição comprada no ativo-objeto, ou posição vendida em uma opção de venda com uma posição vendida no ativo-objeto.

O lançador de uma opção de compra acredita que o preço das ações no mercado à vista irá cair a um nível abaixo do preço de exercício, assim o titular não irá exercer a opção e o lançador ganhará o valor do prêmio.

 
 

Prêmio: O lançador de uma opção recebe um prêmio para assumir a obrigação de vender (opção de compra) ou comprar (opção de venda) se exercido pelo titular. Como qualquer compromisso financeiro, ele deve honrar essa obrigação se designado para tal. O prêmio é o preço da opção, é negociado entre o comprador e o vendedor no momento da operação em mercado e pago no momento da aquisição da opção. Reflete fatores como condições de oferta e demanda, prazo de vigência da opção, diferença entre o preço de exercício e o preço à vista da ação-objeto, volatilidade, dentre outros.

Expiração da opção: Os investidores devem estar cientes das regras em relação a expiração das opções e seu possível exercício ou não. Informe-se com suas corretora das regras internas da mesma em relação as opções.Os investidores também devem estar cientes das regras de exercício. Em alguns locais, uma opção de compra que, no dia do exercício, esteja abaixo do preço da ação subjacente, poderá ser exercida automaticamente. Cabe ao investidor avisar que não deseja exercer, ainda que isso seja benéfico para ele. Faça o raciocínio inverso para a opção de venda.As corretoras determinam um horário final, próximo ao exercício, em que o proprietário de opções possa dizer o que deseja que seja feito.

Riscos: Aplicar em opções é muito arriscado. O investidor pode perder todo capital aplicado e deve estar ciente disso. Um dos lados pode tentar cancelar a operação ou não ser capaz de honrá-la financeiramente. Por isso, o lançador de uma opção deve ter capacidade financeira para cobrir eventuais prejuízos bastante altos e dispor de garantias suficientes para atender às exigências de margem. Se as condições de mercado não forem favoráveis à estratégia de investimento, o titular corre o risco de perder todo o investimento em um período de tempo relativamente curto. A opção é ativo esgotável que perde o valor no vencimento. Isto significa que o comprador de uma opção que não a venda no mercado secundário nem a exerça antes do vencimento perderá todo o investimento.

Alguns tipos de Operações:

Definições

Arbitragem: É a operação que tem por objetivo tirar proveito de variações na diferença de preço entre dois ativos ou entre dois mercados, ou de possíveis mudanças nessas diferenças. É menos arriscado que a especulação, já que as posições ficam travadas em dois segmentos de mercado.

 
 

Especulação: É derivada da participação dos investidores dispostos a assumir o risco com expectativa de ganho. As opções permitem que o investidor alavanque a posição. Desta forma é possível aumentar o retorno potencial sobre um investimento sem ampliar o montante do capital investido, já que o valor aplicado na compra de uma opção é relativamente pequeno em comparação com o ganho.

 
 

Hedge: O mercado de opções foi criado para oferecer um mecanismo de proteção ao mercado de ações contra possíveis perdas. Definido como proteção, o hedge é a tomada de posição em mercados futuros oposta à posição no mercado à vista. O objetivo é minimizar os riscos de perdas financeiras caso haja mudança nas expectativas do investidor. Pode ser utilizado também quando o investidor assume posições no futuro para monitorar e fixar o preço de um ativo desde o presente. Como os preços e retornos dos ativos financeiros  sofrem flutuações imprevisíveis, as opções podem ser usadas para adaptar o risco às expectativas e metas do investidor. Os participantes do mercado que usam opções para limitar os riscos de oscilação de preços são conhecidos como "hedgers".

Uma opção de um ativo adjacente será ou o direito de comprar o ativo (opção de compra) ou o direito de vender o ativo (opção de venda) a um determinado preço e dentro de um determinado período de tempo no futuro.

O fator principal aqui é que o titular (comprador-proprietário) da opção tem um direito, e não uma obrigação. Se o titular de uma opção não exerce este direito antes do fim do período de tempo pré-determinado, a opção e a oportunidade (direito) de exercê-la deixam de existir.

O lançador (vendedor) de uma opção, entretanto, é obrigado a preencher os requerimentos da opção se a opção for exercida. No caso de uma opção de compra de uma ação (call), o lançador (vendedor) vendeu o direito de comprar aquela ação por um preço específico. O lançador da opção de compra é portanto obrigado a vender a ação ao titular da opção de compra (comprador) se a opção for exercida, e pelo preço pré-determinado.

No caso de uma opção de venda de uma ação (put), o lançador vendeu o direito de vender aquela ação. O lançador da opção de venda da ação é portanto obrigado a comprar a ação do titular da opção de venda (comprador) se a opção for exercida, e pelo preço pré-determinado.

Preço de Exercício e Data de Exercício

O preço pré-determinado de uma opção é conhecido como o preço de exercício. Quando uma opção de compra é exercida, o proprietário (comprador) paga pela ação o preço de exercício. Quando uma opção de venda é exercida, o proprietário (comprador) recebe pelas ações o preço de exercício.

A data após a qual a opção deixa de existir corresponde a data de exercício.

Expiração da opção

Os investidores devem estar cientes das regras em relação a expiração das opções e seu possível exercício ou não. Informe-se com suas corretora das regras internas da mesma em relação as opções.

Os investidores também devem estar cientes das regras de exercício. Em alguns locais, uma opção de compra que, no dia do exercício, esteja abaixo do preço da ação subjacente, poderá ser exercida automaticamente. Cabe ao investidor avisar que não deseja exercer, ainda que isso seja benéfico para ele. Faça o raciocínio inverso para a opção de venda.

As corretoras determinam um horário final, próximo ao exercício, em que o proprietário de opções possa dizer o que deseja que seja feito.

 
 

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Confira os principais tipos de investimento e saiba como aplicar

Confira os principais tipos de investimento e saiba como aplicar


 

YGOR SALLES da Folha Online


 

Nos últimos anos, disparou no Brasil a quantidade de investidores interessados em buscar maior rentabilidade, tentando mudar sua alocação de recursos para além dos investimentos tradicionais, como a poupança, por exemplo.

Depois da descoberta da "mina de ouro" no mercado acionário, muita gente passou a investir em ações. Agora, porém, a crise que afeta o setor --a primeira mais séria depois do "boom" do mercado de capitais brasileiro, em 2005-- faz com que os investidores busquem outras opções mais estáveis.

O próprio mercado criou diversas opções de investimento, satisfazendo desde o investidor mais cauteloso até o mais agressivo. Algumas dessas opções já existem há muitos anos, mas só agora ganham importância no cenário em que cada vez mais gente se dispõe a guardar dinheiro e planejar o futuro.

Quando uma pessoa resolve fazer um investimento, ela deve atentar a três principais aspectos, presentes em qualquer modalidade: o risco, a rentabilidade e a liquidez, que é a velocidade pelo qual o investidor pode se desfazer de seu investimento. (clique entenda como funciona cada um)


 

Principais tipos de investimento e suas características

  

  

  

Tipo de investimento

Rentabilidade

Risco

Liquidez

Ações de grandes empresas

Média

Médio

Alta

Ações small caps

Alta

Alto

Média

CDB/RDB

Baixa

Muito baixo

Média

Debêntures

Média

Baixo

Média

Derivativos

Muito alta

Muito alto

Alta

Dólar ou outras moedas

Média

Alto

Muito alta

Fundos de ações

Alta

Médio

Alta

Fundos de private equity

Alta

Alto

Baixa

Fundos de renda fixa

Baixa

Baixo

Média

Fundos multimercado

Média

Médio

Média

Imóveis

Média

Baixo

Muito baixa

Obras de arte e antiguidades

Baixa

Médio

Muito baixa

Ouro

Média

Médio

Alta

Poupança

Muito baixa

Muito baixo

Muito alta

Previdência privada

Média

Baixo

Média

Títulos públicos

Baixa

Baixo

Alta


 

Confira quais são os principais tipos de investimento


 


É um título pelo qual o investidor passa a deter parte de uma determinada empresa, podendo ter direito a voto (ações ordinárias) ou não (ações preferenciais). Seu rendimento vem de duas formas: compra e venda conforme o desempenho da ação na bolsa de valores --local em que ela é negociada-- ou através dos dividendos (repartição dos lucros e benefícios dados pela empresa em questão).

Investir em ações pode ser feito diretamente --através do chamado home broker (operação em casa) ou usando uma corretora como intermediadora-- ou através de fundos de ações (veja abaixo).

Dentro desses papéis há vários níveis de risco e liquidez. Ações de grandes empresas, por exemplo, costumam ter um desempenho mais linear porque há muita gente comprando e vendendo ao mesmo tempo --ou seja, tem mais liquidez. Já ações de pequenas empresas (chamadas de "small caps") não possuem grande liquidez e variam mais, o que dá mais possibilidades de ganho (e de perda) com a compra e venda dos papéis.

Quem investe em ação precisa saber que as oscilações são comuns, e que dez entre dez consultores recomendam a modalidade para quem tem "sangue frio" e sabe esperar uma crise passar. Assim, recomenda-se que o dinheiro investido em ações seja um montante com que o dono não precise contar no curto prazo. Com isso, fica mais fácil esperar a recuperação da queda de uma ação, por exemplo.


Trata-se da associação de vários investidores, o que dá mais "poder de fogo" nos investimentos, já que há mais dinheiro disponível para se investir. Normalmente são organizados por corretoras e geridos por profissionais de mercado. Podem tanto investir em apenas um tipo de ação como em "cestas" --ações de várias empresas de um determinado setor ou tamanho, por exemplo.

O tipo de fundo de ações mais comum é o atrelado ao Ibovespa --principal indicador da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). O Ibovespa é uma "cesta" composta pelas ações mais negociadas na Bovespa, com uma proporção equivalente a estas negociações. O ganho do investidor, no caso, é o mesmo da variação do Ibovespa no período em que o recurso esteve aplicado.


É um investimento pouco recomendado para pessoas com pouca familiaridade com o assunto. São ativos financeiros que derivam, integral ou parcialmente, do valor de outro ativo financeiro ou mercadoria. Sua variação é muito alta, fazendo com que o investidor ganhe e perca toda a aplicação em pouco tempo.

Investimentos deste tipo são realizados através de corretoras associadas à BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros), onde são operados esses tipos de negócios.

Seus tipos mais comuns são os mercados de opções (onde o investidor compra uma opção de compra de algum ativo em um determinado dia, onde pode ganhar com a diferença entre o preço combinado e o preço real ou, no caso de não exercer a opção, perder o recurso pago para ter direito à compra) e o mercado de futuros (compra de um ativo dentro de um determinado período por um preço pré-fixado).

Um exemplo: no mercado de futuros, o investidor pode fechar um contrato de compra de laranjas por um determinado valor daqui, por exemplo, um mês. O ganho ocorrerá se, por motivos diversos, o preço da laranja disparar no mercado (consumo em alta, geadas em áreas produtoras, etc.), já que o investidor comprará pelo preço previamente combinado. Em compensação, pode perder dinheiro se o preço do produto no mercado cair.

Este expediente é usado como proteção pelo produtor --afinal, independente do que ocorrer no mercado, ele receberá pelo preço já acordado.


Papéis onde sabe-se antecipadamente qual será o retorno (pré-fixado) ou com ganho atrelado a um índice --como o CDB (Certificado de Depósito Bancário), RDB (Recibo de Depósito Bancário) ou a taxa básica de juros, a Selic (pós-fixados)

Eles podem ser privados --emitidos tanto por empresas de capital aberto como pelas instituições financeiras-- e públicas --emitidos pelos governos federal, estadual e municipal.

O investimento nesses títulos pode ser feito através de instituições financeiras ou diretamente, no caso dos títulos públicos, através do Tesouro Direto.

Os títulos de dívida (debêntures, notas promissórias e recebíveis, no caso das empresas; e títulos de dívida pública, no caso do poder público) e os atrelados ao CDB e ao RDB são os mais comuns papéis de renda fixa.

Sua liquidez é relativa, dependendo de seus prazos. Mas, no mercado, é comum a negociação desses papéis enquanto eles não vencem, o que lhe dá maior liquidez. Seu rendimento também depende a quem está atrelado, mas normalmente a possibilidade de ganho é menor do que em investimentos de renda variável.


São fundos cujo recurso aplicado é usado para investimentos em títulos de renda fixa. São feitos através de instituições financeiras, que normalmente usam o recurso em aplicações mais arriscadas, tomando para si os lucros ou perdas resultantes dessa operação.


São fundos onde a idéia é alocar recursos em diferentes tipos de investimento --buscando, assim, maior rentabilidade sem se expor tanto ao risco. Também são feitos através de bancos e corretoras.


São fundos que realizam compra e venda de empresas. O objetivo desses fundos é comprar empresas familiares ou que não possuem capital aberto, profissionalizá-los e desfazer-se do ativo através de uma abertura de capital.

A rentabilidade varia conforme o trabalho que é realizado --uma empresa que ganha força e tem uma abertura de capital bem-sucedida rende mais, porém há o risco dessa empresa não ter um bom desempenho.

Para aplicar nesse tipo de fundo é necessário recorrer a instituições financeiras e gestoras de fundos --mas são poucos deles que fazem esse trabalho.


Geralmente é indicado ao investidor que pretende guardar dinheiro para ter uma aposentadoria mais tranqüila --já que sua tributação é mais alta conforme o tempo de investimento.

Dois tipos de planos de previdência são mais comuns: o PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) --indicado para quem pretende poupar até 12% da renda bruta e usá-lo realmente para aposentadoria-- e o VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres) --indicado para quem investe mais do que os 12% da renda e que usa a previdência privada como investimento de médio prazo.

O rendimento depende da forma de gestão do fundo pela instituição financeira. Os que possuem maior alavancagem rendem mais, mas podem perder dinheiro. Os menos alavancados, portanto, são mais seguros e com menor rentabilidade. O nível de alavancagem de um fundo é pré-determinado em contrato.


Comprar moedas estrangeiras --em especial o dólar, por ser a moeda mais "líquida"-- sempre foi uma maneira eficaz de se proteger contra a desvalorização da moeda local, uma vez que a cotação da moeda estrangeira se eleva nesses casos. Mas essa lógica pode ser invertida se a própria moeda comprada estiver desvalorizada.

O uso do dólar como investimento é comum a empresas e pessoas com grandes dívidas realizadas nesta moeda. Assim, se o dólar sobe, o custo maior da dívida devido à variação é compensada pelos ganhos do investimento, e vice-versa.

Além de comprar da moeda em si através de casas de câmbio ou instituições financeiras, o investidor ainda pode apostar em fundos cambiais operados por corretoras --mas trata-se de uma opção mais arriscada.


Investimento dado como seguro para momentos de crise nos mercados financeiros por ser um ativo físico de alta liquidez. Assim como o dólar, a rentabilidade é ligada à sua cotação diária.


É considerado o investimento mais conservador. Tem rentabilidade de 0,5% ao mês mais a variação da TR (Taxa de Referência), um fundo garante investimentos de até R$ 60 mil em caso de quebra da instituição financeira que a gere e é isento de Imposto de Renda para pessoa física. Também tem alta liquidez --pode-se retirar os recursos a qualquer momento.

Seu maior problema é a rentabilidade muito baixa --só supera os ganhos com ações caso o mercado financeiro esteja muito turbulento, e até mesmo fundos de renda fixa obtém retorno melhor. É recomendado principalmente a quem tem baixa renda ou não pode correr o risco de perder o dinheiro.


Procurado normalmente por quem quer segurança, pois é um ativo real (não suscetível à variação de humor do mercado). A rentabilidade pode vir tanto pela valorização do bem (localização que se torna mais privilegiada ao longo do tempo, por exemplo) ou através de arrendamento (aluguel). O risco fica na possibilidade de depreciação do imóvel (incêndio, enchentes, desgaste do tempo) e na sua baixa liquidez.

Dentro desta linha ainda aparecem vários fundos imobiliários --onde o investidor aplica um recurso para outra pessoa, normalmente construtoras ou incorporadoras, administrar.


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Investir em obras de arte ou objetos antigos demanda conhecimento da área ou, ao menos, a consultoria de um profissional. Trata-se de um bom investimento no caso do investidor descobrir "pechinchas". Seus maiores problemas são a baixa liquidez --só se vende facilmente um objeto quando ele é de fácil reconhecimento de qualidade-- e o risco de se comprar um objeto falso.

Até nesse caso é possível arriscar mais ou menos. Uma aposta de baixo risco é comprar obras de artistas famosos. Mas o investidor pode apostar que determinado artista vai no futuro se tornar reconhecido, o que faria sua obra a princípio barata ter uma grande valorização ao longo do tempo. O risco é que também há a possibilidade do artista não "vingar".

 
 

Colado de <http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u364895.shtml>